sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Capitulo 3

Sabe aqueles momentos em que você não consegue reconhecer a si próprio... Isso era exatamente o que eu estava sentindo. Como eu posso estar pensando tanto nela? Eu mal a conheço. Não sei nada sobre ela. Isso não era comum. Ou pelo menos não era comum pra mim. Decidi repelir qualquer pensamento nela.
O dia foi muito corrido. Não vi a Vanessa tanto quanto eu gostaria, pronto já estou pensando nela. Eu a vi no almoço, ela sentou-se junto com um grupo grande eles conversavam e riam alto. É, parece que ela tem facilidade de se enturmar. Se eu fiquei a vigiando? Fiquei.
Depois de muito esforço, correria, e textos pra cá, noticias pra lá, confirma aquilo, desmente isso... Enfim, conseguimos fechar a edição. Fiquei até mais tarde como de costume para terminar de conferir o layout das páginas. A porta da minha sala estava com uma fresta aberta, reparei que alguém passava no corredor. Achei estranho, pois não era comum que alguma alma viva além de mim habitasse a redação há àquelas horas. Levantei-me da cadeira e fui até a porta, pude vê-la dobrando a esquerda em direção a sala dela. Fiquei curioso, resolvi ver o que ela fazia ali naquele horário. A porta da sala dela estava aberta, ela organizava algumas coisas na estante. Um porta retrato me chamou atenção, Fátima estava ao lado de uma mulher que não me era estranha, talvez fosse alguma amiga dela, alguma jornalista que eu conheça. Quando olhei para ela novamente, percebi os seus olhos achocolatados me encarando séria, minhas pernas bambearam e minha garganta secou.
- Algum problema Zac?- ela foi firme.
- Não nenhum, só estranhei ter alguém na redação há essa hora além de mim... – tentei demonstrar a maior seriedade possível.
- Resolvi terminar de arrumar a minha sala ainda hoje, amanha já quero estar trabalhando.
- Que ótimo. Mas você não precisava ter tanta pressa! Eu te disse que teria todo o tempo que precisava. – sorri, sendo simpático.
Ela sorriu, gente ela é linda sorrindo. Tive a impressão de que fiz cara de bobo. E acho que ela percebeu o meu interesse. Eu sou um idiota, acabo de constatar isso.
- Eu já terminei. Já estou indo embora. – ela falou enquanto pegava a bolsa sobre a mesa dela.
A sala dela estava incrivelmente organizada. Eu levaria dois anos para conseguir arrumar uma sala daquela forma.
- Eu gostaria de te oferecer uma carona, mas eu não vim de carro hoje. –me arrependi amargamente de ter vindo a pé.
- Não se preocupe, não seria necessário. Acabo de me mudar para um apartamento perto daqui.
BINGO! Em um flash me veio na memória às palavras do Seu Nicolau “Ela apareceu aqui logo cedo, é uma moça jovem, simpática e muito bonita. Ela comentou que é jornalista, como você!”. Vanessa era a nova vizinha.
Perguntei o nome do prédio e ela me respondeu. Assim que ouvi a sua resposta meu coração deu um rodopio dentro do peito. Era bom de mais para ser verdade. Ok. Confesso. De imediato pensei em quanto isso seria vantajoso para mim, com ela morando ao lado da minha casa ficaria muito mais fácil de conquistá-la. Conquistá-la? Foi isso mesmo que eu disse? Será que fui abduzido por alienígenas que me transformaram em um tolo apaixonado? É isso. Só pode ser. Enquanto eu me esvaia em pensamentos percebi um olhar diferente de Vanessa, parecia tenso. Tive a impressão de que ela não havia gostado nem um pouco de saber que iríamos morar tão próximos. Imagina se ela soubesse então do teor dos meus pensamentos a cada vez que olhava para o seu corpo.
- Posso te acompanhar? –perguntei sem tirar os olhos dela.
- Até poderia, mas você está parado na porta sem me deixar sair.
I-D-I-O-T-A! Isso que eu sou, um completo idiota. Como pude não perceber que estava escorado na porta impedindo a passagem? Resolvi deixar para brigar comigo mesmo em outra oportunidade e a deixar ela passar. Quando ela passou por mim pude sentir o perfume dela e o calor do corpo dela junto ao meu.
Passei rapidamente pela minha sala enviei o jornal já anteriormente conferido peguei o meu paletó e sai caminhando com ela. Mas dessa vez ao lado, achei que seria mais adequado. Durante o trajeto até o nosso prédio fiz algumas perguntas para tentar puxar assunto, mas ela sempre respondia com frases monossilábicas, sem muito interesse de prosseguir o assunto. Tudo o que eu queria era poder saber o que ela estava pensando. Mas para mim ela era um completo mistério.

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Olá pessoal!!
Capítulo novinho para vcs!!!
Quando coloquei apareceu o personagem a unica pessoa que eu lembrei na hora foi o Austin, não foi de proposito juro!!!.... E ja adiantando pra vcs sim ele é gay.... E em breve aparecerá o namorado dele... Então para o próximo capitulo 2 comentários (no mínimo)....
Beijoos

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Capítulo 2

Meu Deus, ela é maravilhosa! Então ela começou a caminhar na minha direção, minhas mãos tremiam, meu coração estava disparado e eu suava frio. Não entendi como ela pode despertar em mim uma reação como está.   Sempre disseram que sou mulherengo, mas eu não concordo, acho que simplesmente sei aproveitar o melhor da vida. Sempre fui muito seguro, sempre soube o que dizer.  Mas naquele momento uma estranha sensação dominava o meu corpo. Ela marchava em minha direção linda, séria e misteriosa. Ela me olhava com um olhar indecifrável. Isso me assustava um pouco. Era como se a imagem dela chegasse a minha mente em câmera lenta. Meus devaneios foram interrompidos pela doce e marcante voz dela.
- Olá.  Meu nome é Vanessa Hudgens, prazer em conhecê-lo...
- Oi, eu sou... - minha voz falhou e ela continuou.
- Zac Efron. Eu sei. – ela esboçou um sorriso.
Minha vontade naquele momento era enfiar a minha cara em um buraco. Mas tudo o que fiz foi olhar para ela e sorrir. Ela por certo percebeu que eu não tomaria uma iniciativa.
- Acho que temos muita coisa ainda a acertar. Tem tempo para conversar comigo agora?
A frase que veio em minha cabeça era “Pra você todo o tempo do mundo...”, mas eu obviamente não a pronunciei.
- Claro que sim. Podemos ir até minha sala. – dei um passo ao lado indicando com a mão para ela seguir em frente.
Caminhei lhe indicando o que funcionava em cada sala. Devo admitir a minha visão enquanto caminhava atrás dela era espetacular, de tirar o fôlego. Tentei me manter o mais sereno possível. Quando chegamos a minha sala puxei a cadeira para que ela se sentasse, sentei em minha cadeira de frente para ela.
- Pois bem. Estamos muito felizes em recebê-la como parte da nossa equipe.
- Obrigada, foram todos muito receptivos comigo.
Tivemos uma longa e amigável conversa, falamos sobre a rotina na empresa, sobre as antigas experiências profissionais de Vanessa e sobre o cargo que ela ocuparia. Repentinamente ela me surpreendeu com uma pergunta:
- Quem são?- ela falou apontando para o porta retrato na estante atrás de mim.
- É meu irmão. E na outra foto são os meus pais. Respondi com olhos fixos nela.
Ela apenas sorriu. Tive a impressão de que ela ficou levemente constrangida e arrependida da pergunta que fez. Desde que ela chegou foi um dos poucos momentos que a vi sorrindo. O sorriso dela era maravilhoso. O corpo também. Interrompi um principio de devaneio erótico porque ela ainda estava na minha sala e eu sempre fui extremamente correto em relação ao meu trabalho.
Levantei-me, sorri para ela e disse:
- Acho que já posso mostrar a sua sala. –Estendi a mão para que novamente ela saísse na minha frente. Eu realmente havia gostado da visão.
- Claro... –Ela se pôs de pé e caminhou até a porta.
Ela me parecia muito animada. Isso me deixou ligeiramente feliz. Enquanto caminhávamos pelo corredor ela sorria para todos que passavam e cumprimentava-os muito simpática. Tive a ligeira sensação de que ela era mais séria comigo do que com o restante das pessoas, mas esse pensamento se esvaiu quando paramos em frente em frente à porta da sala dela. Quando eu pensei em abrir a porta ela colocou a mão na maçaneta e entrou, fiquei parado escorado na porta enquanto ela observava o ambiente.
- Nós colocamos essas estantes para se você, mas pode tirar se desejar.
- Eu gostei. –enquanto falava ela corria os olhos pelo ambiente.
- Que bom. Você pode trazer suas coisas para cá hoje mesmo se quiser. Você terá o tempo que precisar para arrumar suas coisas... – o tom da minha voz foi diminuindo quando ela se abaixou para juntar um papel que estava no chão.
A saia dela subiu levemente deixando as pernas dela amostra. E que pernas, diga-se de passagem. Eu brigava mentalmente comigo mesmo pelos pensamentos pecaminosos que passaram em minha mente. Foi inevitável imaginá-la sem aquela roupa.  “Zac concentre-se”.
Austin entrou correndo na sala, quando ela o viu abriu um sorriso enorme e pulou para abraçá-lo. Eles pareciam ser amigos, muito amigos. Não gostei, não gostei nem um pouco. Estava sentido raiva dele, e ainda mais raiva de mim por estar pensando aquilo.
Retirei-me da sala e deixei-os sozinhos. Apesar de a minha vontade ser de ficar lá vigiando. Sempre achei que Austin fosse gay, e não tenho nada contra isso, ele sempre foi um editor incrível! Mas ele nunca foi muito amigo dos rapazes da redação, sempre foi o melhor amigo da mulherada. Mas parece que era tudo estratégia. Será que eles estão namorando???
Eu espero que não... Porque eu queria uma chance... Como eu queria...

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Olá pessoal!!
Ai está mais um capítulo para vcs matarem a curiosidade!!!
E lembrem-se para liberar o próximo capitulo 2 comentários (no mínimo)....
Beijoos

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Capítulo 1

05h30 da manhã de uma segunda-feira e o meu despertador berrava dentro do quarto. Ou pelo menos essa era a minha sensação. Tentei convencer-me de que eu só precisava de mais cinco minutinhos  na cama, afastei esse pensamento pois me conheço  suficientemente bem para saber que se eu ficasse ali  esses cinco minutos a mais na cama acabariam virando horas. Eu sempre fui um homem bom de cama, ou pelo menos foi o que sempre me disseram. Em todos os sentidos, se é que vocês me entendem.
Levantei. Não que esteja acordado, mas estou enfim em pé. Enquanto tomava um longo banho para espantar a preguiça me recordei de um fato aparentemente normal que aconteceria na redação naquele dia, a chegada da nova redatora. Ela havia sido indicada pelos diretores da editora que comandava o jornal impresso onde eu sou editor-chefe, o fato de ela ser indicada por eles me fez imaginar que ela seria uma excelente profissional. Mas o que realmente havia me chamado a atenção eram as fofocas masculinas que ocorriam quase sempre no intervalo e na sala do café. Alguns a imaginavam como uma visão dos Deuses, outros imaginavam um grande “tribufu”. Até que um dia Austin entrou de surpresa na sala e percebendo o assunto foi logo dizendo em um tom misterioso:
- Eu já a conheço. E posso dizer que vocês terão uma grande surpresa!- ele saiu da sala com a xícara de café na mão.
Poucas palavras, mas que foram mais que suficientes para atiçar a minha curiosidade.
Sai de casa pontualmente as 06h30. Assim que fechei a porta reparei em uma movimentação estranha no apartamento ao lado. Carregadores passavam carregando caixas e mais caixas. Até que enfim vizinhos novos, o apartamento estava fechado há quase meio ano, e o silêncio me incomodava um pouco. Sempre gostei de estar perto das pessoas e de fazer amizades.  Assim que sai do elevador dei de cara com o porteiro, o Seu Nicolau, um senhor de idade sempre muito solicito, simpático e atencioso. Movido pela minha curiosidade tipicamente jornalística de estar sempre acompanhando as novidades não resisti à pergunta:
- Bom dia Sr Nicolau, vamos ganhar vizinhos novos?
- Bom dia, vizinhos não. Vizinha. Ela apareceu aqui logo cedo, é uma moça jovem, simpática e muito bonita. Ela comentou que é jornalista, como você!
Agradeci as informações, ainda um pouco assustado pelo fato de um senhor de idade, que eventualmente reclamava de problemas na audição e visão pudesse ter descoberto tanto em apenas um principio de manhã, cheguei à conclusão que ele seria um ótimo colunista de revistas de fofoca.
Segui caminhando pela rua. Gosto de sempre que possível ir caminhando para o trabalho, por lazer e também para manter a forma.
Cheguei à redação pontualmente as 07h00. Atravessei a redação cumprimentado a todos e segui em direção a minha sala. Enquanto analisava alguns textos para um possível novo colunista Scott entrou na minha sala parecendo um furacão.
- Cara ela é um espetáculo!
- Ela quem? - me fiz de sonso sabia perfeitamente de quem ele estava falando.
- A Vanessa, a redatora nova.
Não dei muita importância ao que Scott falou. Ele tinha um péssimo gosto para mulheres. Precisava ver com os meus próprios olhos.  Meus pensamentos foram interrompidos pela fala dele:
- Eu vim aqui pra te chamar. Vamos cara? Vai ficar ai parado?
- Estou resolvendo umas coisas aqui. Cinco minutos e eu já estou indo.
Christopher concordou com a cabeça enquanto saia da sala. Não consegui terminar o que estava fazendo. Fui dominado por uma curiosidade fora do comum. Levantei e me dirigi até a redação com passos largos e apressados, mas sem saber o motivo ao certo.
Chegando lá vi que grande parte das pessoas já a haviam recepcionado e se dirigiam aos seus respectivos lugares. Avistou em um canto da sala um pequeno grupo de pessoas. Foi então que eu a vi.

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Olá pessoal!!
Ai está o primeiro capítulo... E lembrem-se depende de vocês okay!? 2 comentários para o próximo capítulo (no mínimo)
Beijoos

domingo, 26 de outubro de 2014

Sinopse

Até que ponto somos atraídos pelos nossos opostos? 
Eles seriam capazes de se amar sendo tão diferentes? 
Até que ponto isso influenciaria na relação? 
Isso é o que Zac terá que descobrir através dos olhos achocolatados de Vanessa, do seu corpo sensual e do seu jeito muito misterioso... 
Essa história será contada através do olhar de Zac exclusivamente. Sendo assim o leitor terá que desvendar os segredos dessa mulher misteriosa juntamente com ele. 


OBS: Pessoal vou começar a postar quando atingir 2 comentários no mínimo okay!? Vou começar com poucos e depois irei aumentando....
Espero que gostem!